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Produção de espermatozoides cai pela metade em ocidentais

Publicado 31/07/2017

/ Por: redacao@noticiasdealagoinhas.com.br

Divulgação
Especialistas de diversas universidades ao redor do mundo, coordenados pela Universidade Hebraica de Jerusalém, reuniram-se para analisar detalhadamente o resultado de 185 estudos feitos na América do Norte, Europa, Austrália e Nova Zelândia. Eles concluíram que a concentração de espermatozoides nos homens dos países ocidentais diminuiu para a metade em 38 anos nos últimos 40 anos.

Foi registrada uma queda de 52,4% na concentração de espermatozoides e uma diminuição de 59,3% na contagem total das células reprodutivas no esperma de homens dos locais estudados. A investigação foi publicada no jornal Human Reproduction Update, uma publicação sobre reprodução humana.  O pesquisador-chefe e epidemiologista Hagai Levine diz que seu estudo é um dos maiores já feitos sobre o assunto, e que ele ficou alarmado com os resultados. De acordo com o cientista, o ser humano pode ser extinto.

Ainda segundo Levine, se não mudarmos a forma como estamos vivendo, a maneira como nos relacionamos com o ambiente e os produtos químicos aos quais estamos expostos, eventualmente podemos ter um problema grande relativo à nossa reprodução.  “Isto é o clássico grande problema de saúde pública que passa despercebido e que tem sido negligenciado”, afirma o investigador, citado pelo The Guardian. Levine sublinha que os tratamentos de infertilidade têm obtido soluções através da fertilização in vitro, mas que pouco tem sido feito na origem da situação.

As causas para a queda ainda são desconhecidas. Ao fato de a saúde reprodutiva masculina ser ainda uma área pouco analisada juntam-se várias causas possíveis que podem contribuir para o declínio da concentração de espermatozoides, como idade, obesidade, tabaco, falta de atividade física, estresse e a exposição a pesticidas e químicos presentes em diversos produtos, mas que não o explicam na totalidade.

Parte da comunidade científica elogiou a qualidade da pesquisa, mas questiona a forma como algumas investigações do gênero têm sido desenvolvidas e seus respectivos resultados. Essa conclusão, para eles, é alarmista e pode ser prematura, já que nenhum declínio foi encontrado no esperma de homens da América do Sul, da Ásia e da África.

Do Atarde
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