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Em alegações finais, MPF diz que Cabral agiu com 'ganância desenfreada'

Publicado 25/07/2017

/ Por: redacao@noticiasdealagoinhas.com.br

Getty Images / Ian Walton
O Ministério Público Federal (MPF) protocolou, nesta terça-feira (25), na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, as alegações finais do processo da Operação Calicute, braço da Lava Jato no Estado. O documento pode levar à segunda condenação do ex-governador Sérgio Cabral.

O político está preso, desde novembro do ano passado, e já foi condenado pelo juiz Ségio Moro, de Curitiba, a 14 anos e 2 meses de prisão. Agora, a sentença cabe ao juiz Marcelo Bretas. Em entrevista, ele já chegou a afirmar que a decisão deve sair em agosto.

Além desses dois processos, Cabral responde a mais 12. No referente à Operação Calicute, o ex-governador é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, sua mulher, e outras 11 pessoas também são réus no processo.

No documento protocolado hoje, segundo informações de O Globo, os procurados consideram que Cabral agiu com "ganância desenfreada" para sustentar um padrão de vida luxuoso.

"Os motivos dos crimes também são bastante reprováveis pois ao longo da instrução restou evidenciado ter o réu agido com ganância desenfreada, imbuído da intenção de ostentar padrão de vida cada vez mais luxuoso, ainda que para tanto fosse sacrificada a higidez da administração pública estadual, em prejuízo da coletividade", afirmam os procuradores.

Ele destacaram que o ex-governador levava uma vida de magnata, graças ao pagamento de propinas. "A propina foi paga e elevou o padrão de vida de Sérgio Cabral a um nível impensável, digno de um magnata do setor privado e sem qualquer relação com o padrão econômico que um servidor público, mesmo um governador de estado, pode pensar em ter", diz o MPF.

"As consequências dos crimes, por sua vez, apesar de não poderem ser precisamente calculadas, foram extremamente nefastas para o Estado do Rio de Janeiro e para a população fluminense, haja vista em todas as obras foram gastos pelos cofres públicos valores muito superiores aos inicialmente contratados", escrevem, ainda, os procuradores do MPF, nas alegações finais.

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