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Crescem as evidências a favor do transplante de útero

Publicado 27/09/2017

/ Por: redacao@noticiasdealagoinhas.com.br

Foto: magicmine / Thinkstock / Getty Images
A Universidade de Gotemburgo, na Suécia, publicou um apanhado dos seus ultimos anos de pesquisa sobre o transplante de útero. De acordo com os resultados obtidos, das 10 operações feitas pelo grupo, oito resultaram em nascimentos de bebês saudáveis. O primeiro parto foi em setembro de 2014 e no último verão europeu (nosso inverno), os dois últimos bebês vieram ao mundo.

Uma das mulheres receptoras do novo órgão conseguiu gerar dois filhos depois do transplante. Em todos os casos, as mulheres receberam o útero de uma doadora viva com algum grau de parentesco entre elas. As tentativas de engravidar começaram somente quando a cirurgia completou um ano, pois o risco de rejeição já estava estabilizado. A instituição é líder em pesquisas sobre o assunto e realizou em 2017 o primeiro transplante de útero realizado por robôs, o que aumenta a precisão e diminui tempo na mesa de operações.

De acordo com o site da revista Bebê, a expectativa é que a tecnologia melhore a técnica com o tempo. “É um procedimento extremamente complexo que tem demonstrado bons resultados, mas é uma realidade ainda distante dos consultórios”, diz Arnaldo Cambiaghi, ginecologista do Centro de reprodução humana do IPGO, Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia.

O procedimento ainda está na fase experimental, ou seja, ainda não está disponível para o público. É feito apenas em universidades com o aval do poder público e de diversos comitês científicos de ética. Até agora foram realizadas menos de quinze cirurgias no mundo e apenas uma no Brasil, em outubro de 2016 no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. A voluntária tem 28 anos e recebeu o útero de uma mulher que havia falecido. “Mas o procedimento envolve riscos consideráveis para as duas partes, tanto para a doadora quanto a receptora”, alerta Newton.

Apesar disso, a expectativa é de que no futuro essa cirurgia possa ser realizada somente em casaos como o de mulheres que nascem sem útero ou que por algum motivo tiveram que retirar o órgão durante a vida, ou ainda aquelas que sofrem por má formação.

Do BN
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