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Janot recebe arco e flecha em cerimônia de despedida do cargo

Publicado 15/09/2017

/ Por: redacao@noticiasdealagoinhas.com.br

(PGR/Reprodução)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou nesta sexta-feira de uma cerimônia de despedida do comando do Ministério Público Federal (MPF). No auditório interno da Procuradoria-Geral da República (PGR), Janot discursou para cerca de 400 pessoas, entre servidores e procuradores, e recebeu de presente da tribo Xokó, de Sergipe, um arco e flecha.

O presente é uma referência à frase “enquanto houver bambu, lá vai flecha”, cunhada por ele em palestra no início de julho.  A expressão despertou a ira do mundo político. Janot pretendia dizer com a frase que não diminuiria o ritmo dos trabalhos da PGR e seguiria formulando denúncias antes do término de sua gestão.

Só nas últimas duas semanas, ele apresentou uma nova acusação contra o presidente Michel Temer (PMDB) e aliados e acusou a cúpula do PT, incluindo os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, de formar uma organização criminosa. A frase de Janot fez a defesa de Temer entrar com um novo pedido de suspeição no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sessão realizada antes da apresentação da nova denúncia, o advogado do presidente, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, afirmou que “flechadas” não são expressões cabíveis no discurso de um procurador-geral da República.

Por 9 votos a 0 – os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso não votaram -, o STF entendeu que a frase não representava “inimizade capital” do procurador-geral em relação ao presidente e, portanto, não o colocava em suspeição para prosseguir nas investigações.

Do Veja
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