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Barragem do Sobradinho opera com pouco mais de 4% da capacidade; vazão é reduzida

Publicado 09/10/2017

/ Por: redacao@noticiasdealagoinhas.com.br

 (Foto: Imagem/TV São Francisco)
A barragem do Sobradinho, no norte da Bahia, está operando com apenas 4% da capacidade, segundo informações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela operação do Sobradinho. Além disso, na terça-feira (10), será reduzida a vazão do local, que é a água liberada pela barragem.  Em condições normais, a usina Hidrelétrica de Sobradinho, que opera com as águas do Rio São Francisco, tem vazão mínima de 1.300 m3/s.

Contudo, com pouca água chegando ao reservatório por conta da falta de chuva na cabeceira do rio e nos seus afluentes, a Agência Nacional de Águas e o Ibama autorizaram nesta segunda-feira (9) a redução da vazão para 550 m3/s a partir de terça-feira. É a menor vazão desde que a usina de Sobradinho começou a operar, em 1979. A diminuição na vazão é por tempo indeterminado. A decisão é para conservar a quantidade de água no lago.

O reservatório pode chegar ao volume morto em novembro. Diante da situação de pouca água, as pedras que antes ficavam submersas agora estão à mostra. Os bancos de areia se multiplicam e até criam vegetação no meio do leito do rio.  Esta é uma cena que os moradores de Sobradinho nunca pensaram em ver um dia.

Os pescadores não estão mais usando barcos, estão caminhando com água na cintura até o meio do rio para pegar peixes.  "Eu sabia que o rio estava secando bastante, mas chegar a esse ponto da gente andar 200 metros com a água na cintura, eu nunca imaginei", revelou o Maycon Quirino, que participa de prática esportiva. 

No povoado de correntezas, a nove quilômetros de sobradinho, a produção é irrigada. Mas com o nível do rio baixando, está ficando complicado manter as plantações. Em época de safra boa, o agricultor Bernardino Rodrigues Miranda colhe 500 caixas de manga e 300 de goiaba. Este ano, ele colheu 30% a menos.

Agora que a vazão do lago de Sobradinho diminuiu, o agricultor vai ter que cavar o canal mais profundamente para que as tubulações consigam puxar água do rio até as bombas. "Eu já tenho quase 70 anos e nunca tinha visto o rio nessa situação", contou Bernardino. 

Alguns trechos do Rio São Francisco que ficam abaixo da barragem de Sobradinho já estão sentindo os reflexos da longa estiagem, como o que fica no balneário de Chico Periquito. Qualquer banhista consegue andar vários metros dentro do rio com água abaixo da cintura.

Outros locais, onde antes a profundidade era de até seis metros, agora não chegam a um metro. Com a redução da vazão do lago, a situação pode piorar ainda mais.  "Eu trabalho aqui com comércio há 25 anos. Eu nunca vi essa situação que eu estou vendo hoje. A última cheia que teve foi em 2007", contou o comerciante Pedro Freitas.

Do G1
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