Foto: Roberto Fonseca
Com o tema geral: “Da escravidão aos dias atuais: Uma História de Resistência e Luta”, em Alagoinhas, o Mês da Consciência Negra (Novembro Negro), teve início no dia 1º de Novembro e segue até o dia 21, com múltiplas atividades, que até o momento já incluíram a comercialização de produtos quilombolas na EXPO Alagoinhas, inauguração da Sala do Conselho da Comunidade Negra e Afrodescendente de Alagoinhas, palestra na Câmara de Vereadores sobre Educação como instrumento da Igualdade Racial, ministrada por Marcus Cases e reinauguração da Sala de Reparação Racial com roda de conversa.

Foto: Roberto Fonseca
Um dos momentos mais importantes da programação, o encontro com a coordenadora do Comitê Técnico Estadual de Saúde da População Negra, Ubiraci Matildes de Jesus, realizada no dia 14, na reinauguração da sala de reparação racial, trouxe dados e reflexões sobre o Combate ao Racismo Institucional e a Promoção da Saúde da População Negra de Forma Integral.

“Nós temos um papel de implementação de combate ao racismo institucional. Esse programa tem como meta atingir os 417 municípios do estado. Nesse sentido,  com a vinda do programa para o município, estamos também celebrando o Novembro Negro da cidade, considerando que todos os municípios e estados são responsáveis por promover ações para diminuir a desigualdade entre brancos e negros em todo o território brasileiro”, destacou a coordenadora.

Foto: Roberto Fonseca
À plateia formado por educadores, profissionais de saúde, e representantes de povos de terreiro e equipe da SEMAS, Ubiraci  também falou sobre a relação do SUS com o programa e sobre o que é necessário para o avanço dos processos:”A prática do racismo institucional na área da saúde afeta preponderantemente as populações negra e indígena e o trabalho é para diminuir as iniquidades através do SUS (Sistema Único de Saúde), que tem uma diretriz que é justamente a da equidade”, completou.

Na oportunidade, representando o secretário da SEMAS, Alfredo Menezes e o prefeito Joaquim Neto, a subsecretária da pasta, Ludmila Fiscina, ressaltou a diversidade e a relevância dos temas que vem sendo discutidos na edição do Novembro Negro  deste ano e o ganho para a população de forma geral com a reestruturação da Sala da Diretoria de Reparação. “Hoje está sendo um marco porque estamos reinaugurando a sala da Diretoria de Reparação, uma sala confortável, equipada, mais um ponto que mostra que tanto o prefeito Joaquim Neto quanto o secretário Alfredo Menezes prezam pela nossa acolhida”.

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“A Diretoria de Reparação hoje conta com uma equipe completa para atender à demandas da população negra, representantes do Conselho Afrodescendente, as religiões de matrizes africanas, as comunidades de Boa União e Riacho da Guia, Catuzinho e do Buri, que são quilombolas, e uma das ações da gestão que estão em curso é o mapeamento dos terreiros, com  um amplo levantamento, cujas informações servirão de base para a elaboração de políticas públicas direcionadas à população negra, comunidades tradicionais e povos de terreiro existentes no município”, informou a diretora de Reparação Racial , Dulcineide Bispo. “Esperamos que os eventos  sejam momentos de refletir criticamente sobre como todas essas questões nos implicam, como temos lidado com elas em nossas relações sociais e quais caminhos podemos seguir para o cumprimento dos direitos humanos e o enfrentamento das diferentes formas de discriminação”, frisou a diretora.

A programação segue na próxima quarta-feira, 20 de Novembro,  Dia Nacional da Consciência Negra,  com uma ação especial no Colégio Luís Eduardo Magalhães, que contará com palestras, roda de conversa e apresentações culturais. O enceramento será no dia 21, Na Câmara de Vereadores, com a cerimônia de entrega das medalhas Zumbi dos Palmares.

O Novembro Negro é uma realização da gestão municipal, via Secretaria de Assistência Social (SEMAS), em parceria com a Secretaria de Cultura Esporte e Turismo (SECET) e Comissão de Terreiros do Estado da Bahia.