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O presidente da Federação Alemã de Futebol (Deutscher Fussball-Bund), Fritz Keller, apresentou um projeto que proíbe a seleção alemã de jogar em países em que as mulheres são discriminadas e não têm acesso a estádios de futebol e demais instalações esportivas. Em artigo publicado no jornal Die Welt, publicado na quarta-feira (6/11), Keller afirma que a proposta foi aprovada por unanimidade pela diretoria da Federação.

"Não mandaremos nenhuma seleção para partidas em países que não têm igualdade de direitos", declarou Keller. “Não devemos mais fingir que esses desafios sociais e esses desenvolvimentos políticos globais não existem.” Ainda no texto, ele diz que o direito das mulheres é um 'valor inquebrável' e que assumir esse valor faz com que o futebol alemão responda, de maneira diferenciada, a perguntas complexas.

HISTÓRICO

O presidente também abordou as tensões envolvendo jogadores de origem turca na seleção da Alemanha. Isso porque, em julho de 2018, o meia da seleção alemã, Mesut Özil, ao anunciar sua aposentadoria, alegou ser alvo de xenofobia por parte da Federação, então presidida por Reinhard Grindel. "Aos olhos de Grindel e seus apoiadores, eu sou um alemão quando ganhamos, mas um imigrante quando perdemos", disse Özil, na época.

No mesmo ano, em outubro, os jogadores Ilkay Gündogan e Emre Can, ambos de origem turca, curtiram uma publicação, nas redes sociais, que mostrava atletas turcos fazendo uma saudação militar como celebração de gol. As curtidas, no entanto, geraram polêmica na Alemanha e eles tiveram que remover as curtidas, negando apoio às ações militares da Turquia.

“O direito à liberdade de expressão é indispensável e protegido constitucionalmente.", escreveu Keller. "Nenhum clube, e certamente não a Federação, pode ou irá proibir seus membros de expressar suas opiniões dentro da estrutura dos valores de nossa constituição.". No entanto, Keller completou que, por razões esportivas, é preciso interromper a politização desproporcional das equipes de futebol no país.

Do Aratu On