Foto : Arquivo/Agência Brasil
A comissão criada para inspecionar questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Nem) impediu o uso de 66 perguntas. O grupo foi criado na gestão Bolsonaro para evitar “abordagens controversas” e “teor ofensivo”, o que foi visto por especialistas como uma estratégia de censura.

A triagem foi realizada em março, mas o balanço público só foi liberado esta semana pelo Ministério da Educação, que alegou ter esperado o fim de todas as provas. Os itens barrados se concentram nas provas de Ciências Humanas (29) e Linguagens (28), com apenas cinco questões de Ciências da Natureza e quatro de Matemática sendo “desaconselhadas”, nas palavras do MEC.

O conteúdo das questões não foi divulgado. Pela primeira vez desde 2009, a prova deixou de fora o tema de ditadura militar, além de não tratar de direitos para o público LGBTQ+, tema considerado inapropriado para apoiadores do presidente. O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) não deixou claro se foi acatada a recomendação de evitar as 66 questões.

Do Metro1