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O  governador do estado, Rui Costa (PT), rebateu, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (13), a fala do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, sobre a Polícia Militar da Bahia ter que se responsabilizar pela morte do miliciano em Esplanada. Já o senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP) disse que os policiais estariam tentando "sumir com as evidências". Informação do BNews

"Eu não entendo de miliciano, não entendo nada do mundo do crime. Deixa quem entende ficar falando", disse.

A declaração de Moro foi dada durante audiência na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (12), após ser questionado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-SP).

"A pessoa foi assassinada. Assassinada não. Foi morta em confronto com a polícia. E veja, nem é a polícia do... Nem estou criticando a polícia lá. Não sei as circunstâncias. Isso vai ser apurado. Mas é a polícia de um estado administrado pelo Partido dos Trabalhadores", completou.

Por meio de um tweet, Flávio disse que obteve informações sobre a polícia baiana tentar acelerar a cremação do corpo de Adriano da Nóbrega, para sumir com as evidências.

Miliciano

Conhecido como "Capitão Adriano", o ex-policial militar homenageado por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2005, quando estava preso, acusado de homicídio, entrou para a PM em 1996. Em 2000, concluiu o curso e ingressou no Bope.

Há indícios de que comandou por anos o "Escritório do Crime", milícia formada por matadores de aluguel na Zona Oeste do Rio. Membros do grupo são investigados por possível participação na morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL.

A operação que resultou na morte de Adriano era feita pela polícia baiana em parceria com a do Rio de Janeiro.