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Na última quarta (11), quando o sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa foi preso no Rio de Janeiro, a Polícia Civil do estado não encontrou o celular pessoal do bombeiro, objeto considerado importante nas investigações. Segundo o jornal O Globo, os investigadores acreditam que ele tenha dado sumiço no aparelho pouco antes de ser preso.

Suel, como é conhecido por seus pares, é apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como cúmplice do sargento da PM Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. O bombeiro teria emprestado o carro para que as armas de Lessa fossem jogadas no mar, no dia seguinte à prisão do PM, em março do ano passado. Em meio ao armamento descartado, estaria a metralhadora HK MP5 usada no crime.

Para os investigadores, a demora do sargento do Corpo de Bombeiros em abrir a porta foi um indício de que ele estaria se desfazendo de provas. De imediato, os agentes arrombaram a porta, mas não acharam o aparelho mesmo após vasculharem o imóvel por cerca de três horas.

A investigação aponta que Suel teria um telefone exclusivo para comandar possíveis negócios ilícitos, como a exploração dos serviços de TV a cabo e internet clandestinos em favelas das zonas Norte e Oeste. Os agentes apuram também a suspeita de enriquecimento ilegal e lavagem de dinheiro. A defesa nega as acusações.