Jorge Antonio de Cerqueira Maia, ou 'Pai da Interveção' do Bahia, como é conhecido, morreu aos 69 anos. Jorge Maia estava internado na UTI Cardíaca do Hospital da Bahia há dois dias e tratava um linfoma recém-descoberto. A morte foi em decorrência de problemas cardiovasculares.

Jorge Maia foi o responsável por abrir o processo que culminou na intervenção do clube e destituiu o então presidente Marcelo Guimarães Filho, em 2013. Por esse motivo, o Bahia adotou as eleições diretas no processo de escolha dos seus presidentes, com voto dos sócios, e se tornou um clube democrático.

O Tricolor é sócio do Bahia desde 1962. Em 1980 ganhou o título de sócio remido. Já em 1990, quando Paulo Maracajá estava à frente da presidência do clube, ele também foi oposição. Na Associação Bahia Livre (ABL), foi presidente por dois anos e também foi o responsável por entrar com a ação judicial solicitando a intervenção no Bahia – sem qualquer relação com grupo do qual fazia parte.

Jorge Maia foi homenageado com o título de Grande Benemérito pelo tricolor em 2015 no dia da posse do então presidente Fernando Schmidt. Schmidt morre em maio. Neste mesmo ano ele se tornou ainda vice-presidente do Conselho Deliberativo do Tricolor, com a chapa Diga Sim ao Novo Esquadrão.  

O Bahia divulgou uma nota. Confira na íntegra: 

"A diretoria do Esporte Clube Bahia manifesta solidariedade aos familiares e amigos de Jorge Antonio de Cerqueira Maia, que faleceu na tarde desta sexta-feira (19), aos 69 anos, em Salvador.

Um dos principais baluartes da Democracia Tricolor, ele foi o autor da ação judicial que proporcionou o renascimento do Esquadrão de Aço. Aquele processo patrocinado pelo advogado Pedro Barachísio resultou na entrada do interventor Carlos Rátis, no afastamento de toda a diretoria da época e no reforma do estatuto, com eleições diretas, livres e abertas aos sócios, a partir de 2013.

A luta de Jorge Maia lhe rendeu o nobre título de Sócio Grande Benemérito do clube.

Estava internado no Hospital da Bahia, diagnosticado com linfoma, que havia recém-descoberto.

Sua família tinha uma gráfica na Cidade Baixa e ele se orgulhava de ter participado das comemorações do primeiro título brasileiro, ainda criança, a bordo de um dos carros que transportou os atletas campeões de 1959 do aeroporto ao local da festa na cidade.

Descanse em paz, Maia."

O Radar da Bahia/ Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia