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Um protesto contra a violência policial na tarde deste domingo (31) acabou em confusão com a polícia no Rio de Janeiro, com direito a um PM apontando fuzil para um manifestante desarmado e descalço, em frente ao Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro.

O manifestante estava em meio ao protesto "Vidas negras importam", que trazia fotos do menino João Pedro, de 14 anos, baleado em casa durante operação policial em São Gonçalo (RJ), no dia 18 de maio.

A manifestação tinha o mesmo tema que vem sendo abordado em protestos nos Estados Unidos nos últimos dias pela morte de George Floyd, americano negro morto por um policial branco em Minneapolis.

Apesar de pacífico, o movimento no Rio acabou em conflito com a polícia, em frente ao Palácio Guanabara. A Globo News flagrou instante que um PM aponta fuzil para um manifestante desarmado em meio à manifestação.

Segundo a emissora, o protesto acabou por volta de 16h30, mas manifestantes atrasados causaram aglomeração e provocaram reação da polícia com balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar o público. A PM foi procurada para comentar o incidente, mas não respondeu até a publicação.

Lembrado na manifestação, o menino João Pedro foi morto em operação da Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar. Parentes e amigos dizem que o menino estava brincando com os primos quando policiais chegaram jogando bombas de gás e atirando, acertando o jovem na barriga.

O garoto foi socorrido em um helicóptero da Polícia Civil até o grupamento de operações aéreas dos Bombeiros, que fica na zona sul carioca, a cerca 18 km de distância em linha reta. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele já chegou morto. As polícias alegam que o jovem foi atingido em meio a um confronto com traficantes que fugiam.

Mais cedo, o Rio de Janeiro registrou outros protestos. De manhã, na orla de Copacabana, a torcida organizada Fla Antifascista fazia manifestação pacífica quando encontrou membros de uma manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro e deu início a uma confusão.

Segundo relatos, polícia utilizou spray de pimenta para dispersar os torcedores flamenguistas. Depois, um outro grupo que protestava pela igualdade racial entrou em conflito com bolsonaristas no mesmo local.
Em nota, a Polícia Militar disse que acompanhou uma aglomeração de pessoas que aconteceu na orla de Copacabana e, durante o ato, houve um princípio de confusão entre os participantes de dois grupos antagônicos. Duas pessoas foram conduzidas para a delegacia.