Relator da projeto de lei que tipifica e criminaliza as notícias falsas, o senador baiano Angelo Coronel (PSD) afirmou hoje (1º) que o governo do presidente Jair Bolsonaro agiu para barrar a proposta. 

“O governo agiu para que não fosse aprovada no senado. Conseguimos cavando um voto aqui, outro ali, com apoio da bancada baiana, Otto e Wagner. Algumas bancadas que chamo de independentes, que não estão com rabo preso. Essa lei eu considero uma das leis mais importantes. A partir do momento que abre um perfil de internet e vê alguém te depreciando, não tem a cara da pessoa, o nome da pessoa, você não sabe a quem se reportar. Atacamos muito que o anonimato não pode ser permitido, você para usar pseudônimo tem que se cadastrar. Só por ter a liberdade de expressão não pode achar que não tem limite. Ela cessa quando você começa com a injúria. Muita gente que me ataca... de ontem pra cá virei saco de porrada de ‘bolsominion’”, afirmou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole.

Coronel comemorou o fato de ter conseguido manter o rastreamento de dados de quem divulga “fake news” através de redes como WhatsApp, Facebook e Instagram. Outro pronto que o senador destacou foi o fim do uso de CPFs falsos para cadastrar chips telefônicos. 

“Partimos para o ataque do Whatsapp. Quando você habilita um chip com CPF falso, habilita ele, abre uma conta no WhatsApp, você fica anônimo e sai divulgando nudes, filmes depreciativos. A rede social é a invenção do século, mas virou um antro de criminosos. Temos que ter nosso direito de resposta. Consegui colocar capítulos duríssimos, com muita briga com as empresas de telefonia. Conseguimos fazer a rastreabilidade pelo Whatsapp. A privacidade está garantida, mas se você reencaminha, com cinco envios atinge 1280 pessoas. Até chegar a mil não tem rastreio. Passou de mil, eu pego isso, entrego na Justiça, ela emite uma ordem e o Whatsapp rastreia quem foi o primeiro. Vamos proteger a sociedade brasileira, demos um grande passo para acabar com essa indústria”, acredita. 

Coronel acredita que a proposta causou desconforto nas grandes empresas de redes sociais por ser referência mundial. “Eu tenho certeza que muitos países vão quase que copiar integralmente a lei que o filho de Coração de Maria relatou. Por isso que eles estão desesperados”.

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