O Ministério da Cidadania entregou à Caixa Econômica Federal (CEF) na utima quarta-feira (22), 1.303.127 números de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para bloqueio e realização de uma verificação detalhada por suspeita de fraudes no Auxílio Emergencial. Segundo a pasta, não é possível afirmar se os CPFs são considerados cancelados ou inelegíveis para receber o benefício.

"Qualquer indício de ilegalidade, em especial na ótica criminal, é imediatamente informado à Polícia Federal e os pagamentos são suspensos", disse o ministério por meio de nota.

Na última terça-feira (21), o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, ressaltou que 'centenas de milhares' de contas poupança digital do banco, movimentadas pelo Caixa Tem e usadas para o crédito do Auxílio Emergencial, foram suspensas por suspeita de fraude. "Todos os bloqueios são suspeita de fraude", afirmou Guimarães. 

A população pode registrar denúncias de fraudes através do sistema Fala.Br (Plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da CGU) ou pelos telefones 121 ou 0800-707-2003.

Para o beneficiário que tiver a conta bloqueada, a Caixa orienta a pessoa a procurar uma agência da instituição para comprovar sua identidade.
"Quando a pessoa vai à agência e mostra que é ela mesma, nós liberamos rapidamente. Se ela não for, ficará sim bloqueado, porque essa questão de fraude nesse momento de pandemia é inaceitável", disse.

Ainda de acordo com a Caixa, os trabalhadores que tiveram as contas suspensas receberão a mensagem “Procure uma agência da CAIXA com seu documento de identidade para regularizar seu cadastro”, e que devem seguir essa orientação para a regularização do acesso e conta.

O Ministério da Cidadania disse por meio de nota que esse trabalho é fruto de um acordo firmado com a Controladoria Geral da União, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal para controle dos pagamentos do Auxílio Emergencial.

O primeiro tratamento das informações, com cruzamento de dados e aplicações de filtros, será feito pelo Ministério da Cidadania e pela Caixa. As comunicações de irregularidades são enviadas à Caixa, que verifica se houve fraude no pagamento.

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