Quem assistiu a live de Durval Lelys no último sábado (18), com certeza se espantou ante um momento de involuntária heresia do artista. Enquanto cantava “Take It Easy”, Durvalino declarou: “Hello, my girl, beauty you very very full, mas, na verdade, i want fuck you now, now, now”! Até aí, nada demais. O problema foi que, bem nessa hora, a transmissão exibia a singela imagem de Santa Dulce dos Pobres, fazendo parecer que se dirigia ao Anjo Bom da Bahia o tesão desmedido do cantor. 

Por conta do deslize, o ao vivo de Durval foi inclusive retirado do ar. Mas a verdade é que essa não é a primeira vez que a sagrada imagem fora avacalhada e, muito provavelmente, também não será a última. O fato é que talvez seja impossível existir uma santa baiana que não sofra alguma esculhambaçãozinha uma vez na vida. No Campo Grande, por exemplo, Santa Dulce foi, digamos, homenageada, em uma pintura que late mais que mil palavras.

Com os olhos esbugalhados, a protetora dos desvalidos parece uma vilã de história em quadrinhos ou desenho animado. “Quem vê assim, pensa que é uma sacizeira”, tripudiou um ouvinte da Rádio Metrópole que prefere não ser identificado.
 
E, muito antes da canonização, Irmã Dulce já era acossada por historinhas típicas da Bahia. Uma delas diz que a freira cultivava uma paixão platônica por certo quarto zagueiro do E. C. Ypiranga. E que viria daí sua preferência futebolística pelo Mais Querido. Bem humorada, a santa certamente perdoa(va) tais brincadeiras e, na verdade, também já fez das suas. 

Consta que, no início de sua vocação caridosa, Irmã Dulce abrigou alguns enfermos no galinheiro do Convento Santo Antônio. Dias depois, ao ser questionada pela Madre Superiora sobre o destino das galinhas que moravam ali antes deles, respondeu: "Deram uma boa canja para os doentes". Uma santa!

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