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O secretário municipal de Saúde, Léo Prates, declarou que governo e prefeitura estão buscando o melhor momento para reabertura gradual do comércio e atividades em geral em Salvador em meio à pandemia de coronavírus. O protocolo de reabertura estava programado para ser anunciado ontem (30), mas foi adiado para ajustar os termos e buscar um consentimento de um plano único.

"O governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto colocaram como decisão sine qua non e sem receio de impopularidade. Quem vai julgar este momento é a história. Não é agora que vamos julgar, estamos muito conscientes do que estamos fazendo", disse o gestor, em entrevista a José Eduardo hoje (1º), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole.

Segundo Prates, o que norteia essa decisão são indicadores para uma eventual flexibilização. Governo e prefeitura estão avaliando as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de mortalidade das unidades de saúde para tomar uma decisão. "Não é um trabalho fácil. Tem equipes de epidemiologistas do estado e da prefeitura trabalhando nisso. A decisão final é do governador e do prefeito. Foram eleitos pelo povo para exercerem o cargo que exercem. É submetido o protocolo e os indicadores, vamos debatendo passo a passo", disse o secretário.

Na avaliação de Léo Prates, a decisão de reabertura não pode dispensar o atual panorama da cidade. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Salvador já registra 33.505 casos de coronavírus e contabiliza 1.311 mortos. Para Prates, um dos fatores cruciais será a taxa de ocupação de leitos. "Antes de definir quando vai abrir, temos que definir o indicador que fará você abrir. Por exemplo, se a taxa de ocupação estiver em 90%, não tem como abrir nada. Já estamos no pré-colapso. Seria uma taxa de ocupação que vamos começar a ter problemas", afirmou. 

Prates disse ainda que a angústia dos gestores públicos por conta do adiamento da reabertura é evidente. No entanto, o assunto é tratado com cautela. "Todos estamos angustiados. Mas precisamos fazer as coisas com calma e tranquilidade, e sob a ciência. O que eu acho que a sociedade e os empresários perdem mais é tomarmos uma decisão errada agora e, daqui a pouco, entrar em colapso e termos que fazer um lockdown que nunca foi necessário na cidade. Apesar de saber que houve o impacto das medidas restritivas na economia da cidade, nós nunca tivemos o fechamento completo da economia. Se não tivermos cuidado, pode ser que a gente perca todo trabalho que a gente fez até agora", avaliou.

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